Por Que Tarda O Avivamento?

Capítulo 06 do Livro:  Por que tarda o pleno Avivamento?
Por: Leonard Ravenhill

Harnack definiu o cristianismo como “algo muito simples e muito sublime: viver no tempo e na eternidade sob o olhar de Deus, e com a ajuda dele”.

Ah, se os crentes pudessem estar cônscios da eternidade! Ah, se pudéssemos viver cada momento sob o olhar de Deus, se pudéssemos viver tendo sempre em mente o juízo final, e vender tudo que vendemos tendo em mente o juízo final, e fazer todas as nossas orações, dar o dízimo de tudo que possuímos, tendo em mente o juízo final; e se nós pregadores preparássemos nossas mensagens com um olho voltado para a humanidade perdida e outro para o trono do juízo final, então experimentaríamos um avivamento operado pelo Espírito Santo que abalaria esta terra, e que em pouco tempo salvaria milhões e milhões de vidas preciosas.

A baixa moralidade prevalente hoje em dia, bem como as tentativas das diversas seitas e cultos de dominar o mundo, deveriam deixar-nos alarmados. Alguém já disse, e com muita razão, que existem apenas três tipos de pessoas no mundo hoje: os que têm medo, os que não conhecem a realidade o suficiente para chegar a ter medo, e os que conhecem a Bíblia. Sodoma — onde não havia Bíblia, nem pastores, nem folhetos, nem reuniões de oração, nem igrejas — pereceu. Como será que os Estados Unidos e a Inglaterra vão escapar da ira de Deus? Aqui temos milhões de bíblias, centenas de milhares de igrejas, um sem número de pregadores — e quanto pecado!

Os homens constroem nossos templos, mas não entram neles; imprimem bíblias, mas não as lêem; falam de Deus, mas não crêem nele; conversam a respeito de Cristo, mas não confiam nele para sua salvação; cantam nossos hinos, mas depois os esquecem. Onde é que vamos parar com tudo isso?

Em quase todos os seminários de estudos bíblicos hoje a igreja atual é descrita nos termos da carta aos efésios. Afirma-se que, apesar de toda a nossa carnalidade e pecado, estamos sentados com Cristo nos lugares celestiais. Que mentira! Somos efésios, sim, mas da Igreja de Éfeso do Apocalipse, aquela que abandonou o seu "primeiro amor". Fazemos concessões ao pecado em vez de fazermos oposição a ele. E nossa sociedade licenciosa, libertina, leviana nunca se curvará diante dessa igreja fria, carnal, crítica. Paremos de ficar procurando desculpas para nosso fracasso. A culpa pelo declínio da moralidade não é do cinema e da televisão. A culpa pela atual corrupção e depravação internacional é toda da igreja. Ela não é mais um espinho nas ilhargas do mundo. E não foi nos momentos de popularidade que a verdadeira igreja triunfou, mas, sim, nas horas de adversidade. Como podemos ser tão ingênuos a ponto de pensar que a igreja está apresentando aos homens o padrão estabelecido por Jesus no Novo Testamento, com esse baixo padrão de espiritualidade que ela ostenta.

Por que tarda o avivamento? A resposta é muito simples. Tarda porque os pregadores e evangelistas estão mais preocupados com dinheiro, fama e aceitação pessoal, do que em levar os perdidos ao arrependimento.

Tarda porque nossos cultos evangelísticos parecem mais shows teatrais do que pregação do evangelho.

O avivamento tarda porque os evangelistas de hoje têm receio de falar contra as falsas religiões.

Elias zombou dos profetas de Baal, e debochou da sua incapacidade de fazer chover. Seria melhor que saíssemos à noite (como fez Gideão), e derrubássemos os postes-ídolos dos falsos deuses, do que deixar de realizar a vontade de Deus. As seitas anticristãs e as religiões ímpias desta nossa hora final constituem um insulto contra Deus. Será que ninguém fará soar o alarme?

Por que não protestamos? Se tivéssemos metade da importância que julgamos ter e um décimo do poder que pensamos possuir, estaríamos recebendo um batismo de sangue, tanto quanto recebemos de água e fogo.

As portas das igrejas da Inglaterra se fecharam para João Wesley. E um de seus críticos disse que “ele e seus tolos pregadores leigos — esses grupos de funileiros, garis, carroceiros e limpadores de chaminés — estão saindo por aí a envenenar a mente das pessoas”. Que linguagem abusiva! Mas Wesley não tinha medo nem de homens nem de demônios. E se Whitefield era ridicularizado nas peças de teatro da Inglaterra da maneira mais vergonhosa possível, e se os cristãos do Novo Testamento foram apedrejados e sofreram todo tipo de ignomínia, por que será que nós, hoje em dia, não provocamos mais a ira do inferno, já que o pecado e os pecadores continuam sempre os mesmos? Por que será que somos tão gelados e enfadonhos? É bem verdade que pode haver muito tumulto sem avivamento. Mas, à luz do ensino bíblico e da história da igreja, não podemos ter avivamento sem tumulto.

O avivamento tarda porque não temos mais intensidade e fervor na oração. Há algum tempo, um famoso pregador, ao iniciar uma série de conferências, fez a seguinte declaração: “Vim para esta série de conferências com grande desejo de orar. Agora peço àqueles que gostariam de carregar junto comigo esse peso que ergam uma das mãos, e que ninguém seja hipócrita”.

Um bom número de pessoas levantou a mão. Mas, lá pelo meio da semana, quando alguns resolveram promover uma vigília, o grande pregador foi dormir. Que hipocrisia! Já não existe mais integridade. Tudo é superficial. O fator que mais retarda a vinda de um avivamento do Espírito Santo é essa ausência de angústia de alma. Em vez de buscarmos a propagação do reino de Deus, estamos fazendo mais propaganda. Que loucura! Quando Tiago (5.17) diz que Elias “orou”, estava acrescentando um valioso adendo à biografia dele registrada no Velho Testamento. Sem essa observação, ao lermos ali: “Elias profetizou”, concluiríamos que a oração não fez parte da vida dele.

Em nossas orações ainda não resistimos até o sangue; não mesmo. Como diz Lutero, “nem ao menos fizemos suar nossa alma”. Oramos com uma atitude tipo “o que vier está bom”. Deixamos tudo ao acaso. Nossas orações não nos custam nada. Nem mesmo demonstramos forte desejo de orar. Fica tudo na dependência de nossa disposição, e por isso oramos de forma intermitente e espasmódica.

A única força diante da qual Deus se rende é a oração. Escrevemos muito sobre o poder da oração, mas ao orar não temos aquele espírito de luta. Nós fazemos tudo: exibimos nossos dons espirituais ou naturais; expomos nossas opiniões, políticas ou religiosas; pregamos sermões ou escrevemos livros para corrigir desvios doutrinários. Mas quem quer orar e atacar as fortalezas do inferno? Quem irá resistir ao diabo? Quem quer privar-se de alimento, descanso e lazer, para que os infernos o vejam lutando, envergonhando os demônios, libertando os cativos, esvaziando o inferno, e sofrendo as dores de parto para deixar atrás de si uma fileira de pessoas lavadas pelo sangue de Cristo?

Em último lugar, o avivamento tarda porque roubamos a glória que pertence a Deus. Reflitamos um pouco sobre essas palavras de Jesus: “Eu não aceito glória que vem dos homens”. “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros, e contudo não procurais a glória que vem do Deus único?” (Jo 5.41,44.) Chega de toda essa autopromoção nos púlpitos. Chega de tanto exaltar “meu programa de rádio”, “minha igreja”, “meus livros”. Ah, que repulsiva demonstração carnal vemos nos púlpitos: “Hoje, temos o grande privilégio...” E os pregadores aceitam isso; não, eles já o esperam. (E se esquecem de que só estão ali pela graça de Deus.) E a vaidade é que, quando ouvimos tais homens pregar, notamos que nunca ficaríamos sabendo que eram tão importantes, se não tivessem sido apresentados como tal.

Coitado de Deus! Ele não está recebendo muita glória! Então, por que ele ainda não cumpriu sua terrível mas bendita ameaça de que iria vomitar-nos de sua boca? Nós fracassamos; estamos impuros. Apreciamos os louvores dos homens. Buscamos nossos próprios interesses. Ó Deus, liberta-nos dessa existência egoística, egocêntrica! Dá-nos a bênção do quebrantamento! O juízo deve começar por nós, pelos pregadores!

“O evangelho não é uma história velha contada e recontada. Não; é o fogo do Espírito que arde em nós, alimentado pelas chamas do Amor eterno. E ai de nós se esse fogo baixar pelo fato de não avivarmos o dom de Deus que há em nós”.

— Dr. R. Moffat Goutrey.

“O maior milagre ocorrido naquele dia (de Pentecostes) foi a transformação que se operou nos discípulos que aguardavam a promessa de Deus. Aquele batismo de fogo transformou a vida deles”.

— Samuel Chadwick.

“O verdadeiro sinal do cristianismo não é uma cruz, mas uma língua de fogo”.

— Samuel Chadwick.

“O evangelho é um fato, portanto, vamos expô-lo com simplicidade. O evangelho é alegre; portanto, vamos falar dele com alegria. Ele nos foi confiado; portanto, vamos expô-lo com fidelidade. É a manifestação de um momento infinito; portanto, vamos expô-lo fervorosamente. Fala de um infinito amor; portanto, vamos expô-lo com sentimento. É de difícil compreensão para muitos; portanto, vamos expô-lo com ilustrações. O evangelho é a revelação de uma Pessoa; portanto, vamos pregar a Cristo”.

— Archibald Brown.

“A verdadeira pregação consiste em suar sangue”.

— Dr. Joseph Parker.

Aviva ó Senhor a tua Obra!

POR: JAIR TIAGO

Esta é nossa última lição do 2º trimestre de 2011, e ao observarmos as outras 12 lições que tivemos em sala que estão descritas abaixo, podemos descrever com mais propriedade esta última lição,  podemos assegurar que o genuíno e verdadeiro avivamento só irá acontecer quando entendermos de fato o real significado do pentecoste na nova dispensação, quando a igreja despertar para esta tão grande promessa, quando nós despertarmos essa tão grande promessa, quando eu despertar para essa tão grande promessa.

1. Quem é o Espírito Santo?
2. Nomes e símbolos do Espírito Santo
3. O que é o Batismo com o Espírito Santo
4. Espírito Santo agente capacitador da obra de Deus
5. A importância dos dons espirituais
6. Dons espirituais que manifestam a sabedoria de Deus
7. Os dons de poder
8. O genuíno culto pentecostal
9. A pureza do movimento pentecostal
10. Assembleia de Deus, cem anos de Pentecostes
11. Uma igreja autenticamente Pentecostal
12. Conservando a pureza da Doutrina Pentecostal
13. Aviva ó Senhor a tua obra

 

Texto Áureo:

Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a  erra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes. Is 44.3

 

Verdade Prática:

O Avivamento só é possível quando a Igreja de Cristo se volta ao estudo sistemático e à obediência incondicional da Bíblia sagrada.

 
Segundo a orientação pedagógica da lição, existem algumas condições para um verdadeiro avivamento:
 
- Buscar a Deus;
- Submerter-se à Palavra do Senhor;
- Confissão de pecados;
- Arrependimento;
- Mudança de vida;
  1. BUSCANDO O AVIVAMENTO
O primeiro ponto da lição nos remete ao Antigo Testamento, onde em duas conhecidas passagens nos mostra que não existe um verdadeiro avivamento sem antes haver um verdadeiro arrependimento, verdadeiro clamor e voltar-se à palavra de Deus.
O primeiro exemplo aborda sobre o reinado do 16º rei de Judá “Rei Josias”. Tanto em 2Rs 22-23 quando em 2Cr 34-35 são dedicados a um dos mais bondosos reis de Judá. Em contraste aos últimos 02 reis que Judá teve, Amom sei pai, e Manassés seu avô, os quais foram rebeldes e idólatras.
Josias começou a reinar com apenas 08 anos de idade, A busca a Deus por parte do jovem rei era evidência da obra do Espírito Santo em sua vida. Quando tinha 16 anos de idade, erradicou sistematicamente o paganismo, em todas as suas formas sincréticas, começando por Jerusalém e Judá, e estendeu suas reformas até o território do reino do Norte.
Aos 20 anos acabou com a profanação da terra e a purificou, quando destruiu os lugares altos, os postes-ídolos, as imagens de escultura e de fundição. Os túmulos dos sacerdotes idólatras foram profanados e seus ossos, queimados sobre os altares pagãos.
Aos 26 anos Josias levou a cabo seu plano de purificar a terra por meio da restauração do Templo, sob a direção de Safã, Maaséias, Joá e Hilquias, o sumo sacerdote. Durante a limpeza do templo o sumo sacerdote Hilquias encontrou um livro, o qual foi entregue a Safã, que o leu na presença do rei. Ao ouvir as palavras da Lei de Deus, o rei rasgou suas vestes, como uma expressão pública do povo de profundo pesar. Ficou com o coração dilacerado pela história de rebelião do povo de Israel contra o Senhor e pelo iminente juízo mencionado na Lei.
Os anciãos de Judá e de Jerusalém se ajuntaram ao rei os líderes espirituais tinham de participar, desde o menor até ao maior, todas as classes sociais tinham de participar da restauração do relacionamento convencional. Leu diante deles todas as palavras do livro da aliança, Josias leu a aliança do Senhor. O rei fez aliança ante o Senhor e todo o povo anuiu a esta aliança, todos participaram na restauração. O terceiro passo foi erradicar a idolatria em Judá. Josias retirou os ídolos imundos e os mandou queimar, o Templo de Deus é só dEle.
Destituiu os sacerdotes idólatras, "Funcionários sacerdotais" que induziam o povo à idolatria também foram destituídos para que os levitas pudessem ser restaurados.

Em construção...

Lições práticas do Sermão do Monte

Preparada para revelar verdades espirituais e práticas ao adolescente de 15 a 17 anos, a revista Juvenis, a cada trimestre, se mostra uma útil ferramenta para que eles possam conhecer mais a Palavra de Deus e a si próprios.
Totalmente reformulada de acordo com orientação pedagógica e didática, com conteúdos didáticos atualizados.


Neste 3º trimestre será estudado o tema: Lições práticas do Sermão do Monte


SUMÁRIO:
1 - O significado da felicidade
2 - O valor do testemunho cristão
3 - O relacionamento com o próximo
4 - É possível amar o inimigo? 
5 - A verdade liberta
6 - Ajudando os necessitados
7 - Oração e jejum:as armas do cristão
8 - Como lidar com as riquezas
9 - O problema da ansiedade
10 - O mandamento do amor
11 - A árvore e seus frutos
12 - O caminho para o céu
13 - Os dois construtores



LIÇÃO Nº 13 - AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA

POR:
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO (geluew@yahoo.com.br)


TÍTULO: “AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA”
TEXTO ÁUREO – Is 44:3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 19:1-6, 11-12, 18-19


I – INTRODUÇÃO:
Muitos demonstram interesse na questão do avivamento, comentando sobre essa necessidade na Igreja. Mas precisamos saber que tipo de avivamento queremos. Há um grande número de ideias destoantes acerca deste assunto. Para muitos, avivamento: são decisões por Cristo; para outros, dons espirituais; para outros, entusiasmo; e ainda outros pensam que é puramente santidade. Se queremos orar e trabalhar em unidade, precisamos ter um ponto de vista definido, e para isso devemos examinar as Escrituras.
II – EXEMPLO PERFEITO DE AVIVAMENTO:
Leiamos At 2:1-12 - Aqui encontramos o exemplo perfeito de um genuíno avivamento. Não pensamos que todo avivamento seja exatamente igual a esse, o que não é bíblico nem corresponde à realidade. Mas há princípios ou sinais que realmente são comuns aos outros avivamentos. Desse texto podemos extrair:
1) – O PERFEITO AVIVAMENTO NÃO ESTÁ SOB NOSSO CONTROLE; ESTÁ SOB O CONTROLE DE DEUS – “… de repente…” - Não podemos “usar” o Espírito Santo. Não podemos “programar” um avivamento; não podemos datá-lo; ele é um ato soberano de Deus.
2) – O PERFEITO AVIVAMENTO NÃO É PRODUZIDO NA TERRA PELO HOMEM; É PRODUZIDO NO CÉU – “… veio do céu…” - Este é realmente o ponto fundamental. Muitos irmãos ficam preocupados com o evangelismo, com o estado de mornidão e o pequeno número de conversões.
Esta é até uma justa preocupação.
Porém, alguns servos de Deus ficam ansiosos por descobrir o que impede a edificação da Igreja e querem fazer algo a respeito.
Mas a grande pergunta é: O QUE É ESSE ALGO?
Em geral, os crentes pensam que se certos métodos ou estratégias forem aplicados, então virá o avivamento.
Uns pensam que precisamos orar mais alto; outros, que devemos chamar certos pregadores para a Igreja; outros, que devemos iniciar um culto de libertação ou fazer a reunião de oração de um outro jeito; há os que crêem que se tivermos certos dons espirituais, a Igreja será avivada; e há ainda os que pensam que uma série de estudos sobre avivamento é a chave correta!
Ora, não há dúvidas de que cada uma dessas estratégias pode ser usada por Deus para despertar e avivar a Igreja.
A grande falha, porém, está em não percebermos que Deus não está preso a nenhum método.
Deus não depende da aplicação, por nossa parte, de certas técnicas espirituais.
Por causa dessa visão errada, as pessoas são muitas vezes tentadas a produzir um avivamento.
Imitar certas técnicas não traz o avivamento; ele vem diretamente do céu; é algo que está nas mãos de Deus e não pode ser produzido por nossos métodos.

Novos métodos podem até encher templos e deixar os crentes empolgados, mas isso não significa avivamento.

Alguns podem estar pensando: - “Mas não podemos fazer nada?!”

Podemos sim!

Podemos interceder, podemos nos arrepender dos pecados, podemos ter vida de oração, podemos ser fiéis na obra de Deus, podemos parar de acusar os nossos irmãos e tirar a trave que está nos nossos olhos, podemos amar e servir nossos irmãos e podemos nos humilhar até o pó diante da soberania absoluta de Deus.

Se queremos um genuíno avivamento, temos de esperá-lo vir dos céus. Não temos que produzi-lo! Não adianta imitar avivamentos. Temos de ter fé e perseverança para buscar a Deus e crer que o avivamento descerá dos céus.

3) – O PERFEITO AVIVAMENTO É UMA EXPERIÊNCIA COM DEUS – “… Todos ficaram cheios do Espírito” - Esse é o problema com os avivamentos que encontramos por aí.

Os crentes não estão buscando uma experiência pessoal e profunda com o próprio Deus. Eles só querem ver, só querem assistir!

Queremos assistir a estudos bíblicos excelentes, a milagres, a um grupo de louvor ungido, a um pregador que pula, grita e levita diante do púlpito. E assim as Igrejas se parecem com teatro: As pessoas não vão para participar; vão para assistir.

É por isso que muitos “avivamentos” por aí são questionáveis.

Multidões são muitas vezes mobilizadas. Até acontecem milagres.

Mas, as pessoas estão sendo levadas a Deus e realmente sendo cheias do Espírito?

Estão entrando num relacionamento vivo e pessoal com o Pai?

Estão sendo controladas pelo Espírito, estão perdendo suas vidas e vivendo para ele?

Se não, então não temos avivamento. Temos um movimento religioso.

Pode ser um importante esforço evangelístico, mas não é um derramamento do Espírito!

Não adianta simplesmente imitarmos essas coisas.

Se quisermos um avivamento genuíno, devemos esperá-lo vir diretamente dos céus!

4) – O PERFEITO AVIVAMENTO É UMA EXPERIENCIA COMUNITARIA, OU DO CORPO DE CRISTO - As línguas de fogo pousaram “sobre cada um deles” e então “todos ficaram cheios” - Essas expressões, “cada um” e “todos” nos dizem muita coisa sobre a vontade de Deus.

Deus não quer se expressar através de apenas alguns indivíduos; Deus quer o corpo. Ele quer usar toda a Igreja. Todos são sacerdotes. Não há lugar para estrelas na nova aliança.Essa é, no entanto, a tentação de muita gente.

O que os crentes esperam, não raramente, é um derramamento do Espírito no modelo do A.T..

O que eles esperam é que Deus, de repente, irá levantar um “Moisés” ou um “Josué”, um profeta que será cheio do Espírito para conduzi-los à terra prometida.

Nesse modelo, não são todos cheios do Espírito. Só os líderes. Eles devem ser ungidos e santos. Nós não. Nós somos os seguidores. Vamos atrás e recebemos as bênçãos.

Sem dúvida, Deus pode levantar um líder assim, mas isso não é avivamento. Isso não cumpre o propósito de Deus! O propósito dEle é a Igreja, o corpo de Cristo.

O avivamento pessoal, individual é possível e desejável, mas não é o que aconteceu em Atos capítulo 2!



O avivamento da Igreja não é um punhado de líderes ungidos e um monte de seguidores. Não!

O avivamento Bíblico da Igreja é todo o Corpo de Cristo cheio do Espírito Santo. Não poucos, mas cada um. Cada crente cheio, fortalecido e ungido com o Espírito. Não um profeta Moisés que anda com Deus enquanto os outros assistem, mas uma companhia de discípulos cheios do Espírito, tanto líderes como liderados.

5) – O PERFEITO AVIVAMENTO TRAZ A MANIFESTAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS – “… Vossos Filhos Profetizarão!” - Como se pode verificar em At 2:3-4, no momento do derramamento do Espírito, ocorreu uma distribuição de graça. Sobre cada um repousou uma língua de fogo, e depois eles foram capacitados a falar em línguas. Mais à frente, Pedro cita o profeta Joel.

No antigo testamento, a capacitação para a obra de Deus, e a concessão de dons espirituais se limitava a alguns homens escolhido: profetas, reis, sacerdotes e juízes.

O povo, em geral, não experimentava o derramamento do Espírito.

Mas a promessa de Deus para a nova aliança é que o Espírito seria dispensado a todos, e os dons espirituais também.

O que Joel diz da nova aliança é que todos devem ter dons. É o que Paulo nos ensina em 1 Co 12:7-11 e 14:26.

Os dons estão distribuídos entre todos, e não para algumas estrelas. A distribuição livre de dons e a manifestação do Espírito são um sinal de avivamento genuíno.

6) – O AVIVAMENTO TRAZ O ARDOR MISSIONÁRIO - Raramente nos damos conta disso, mas a distribuição de línguas em At 2 foi um milagre transcultural.

O Dom de línguas não é, em geral, compreensível. O próprio Paulo ensina que só deve ser usado na Igreja com interpretação.

Mas o que se observa em At 2 é que as línguas faladas eram a dos estrangeiros que estavam em Jerusalém (At 2:5-12).

Isso mostra o desejo de Deus de alcançar as pessoas de outras nações.

Jesus já havia dito a finalidade do poder do Espírito descer sobre nós: sermos transformados em testemunhas, capacitados para falar a Palavra.

É o que aconteceu em At 2: depois da pregação de Pedro, converteram-se 3000.

Mais à frente, vemos os crentes orando e sendo cheios do Espírito, e assim capacitados a pregar (At 4:31).

Por todo o livro de Atos, o Espírito move a Igreja a evangelizar e fazer missões.

O coração do Espírito Santo é missionário, e a Igreja dos primeiros tempos era marcada pelo ardor missionário.

Uma Igreja avivada é uma Igreja que tem sede de evangelizar e tem compaixão pelos que se perdem.

Uma Igreja avivada não está preocupada com banalidades, mas com a missão.

Muitos crentes querem o poder do Espírito para ver milagres, não para salvar almas. Querem receber bênçãos, mas não querem ser uma bênção. Tudo isso apaga o Espírito, porque seu propósito é salvar e edificar almas.

Evangelismo e missões são uma marca indispensável do avivamento genuíno.

III - CARACTERÍSTICAS BÁSICAS PARA REALIZAÇÃO DE UM AVIVAMENTO:

Leiamos Hc 3:1-2 e vejamos:

1) - ORAÇÃO PROFUNDA - “Oração do profeta Habacuque” - Oração pessoal. Todos devemos orar muito por um avivamento poderoso, glorioso e soberano, enviado por Deus.

Todos os avivamentos da Bíblia e da história da Igreja foram marcados e conservados na atmosfera da oração, jejum, arrependimento, confissão espontanea, quebrantamento de espírito, humilhação diante de Deus e santidade.

Precisamos intensificar a nossa oração pessoal intercessória pela obra de Deus, como fez Habacuque.

2) - LOUVOR - “Sobre sigionote” - Trata-se de um termo musical plural, cujo singular é “sigaiom”. Significa CANTAR ANIMADAMENTE.

Uma Igreja reavivada inclui abundante “música de Deus” (1 Cr 16.42).

Em inúmeras Igrejas, a verdadeira música sacra morreu; seu espaço é preenchido com música e canto tipo passatempo, diversão, animação, sem peso, sem mensagem, sem vida, sem unção, sem melodia, sem graça, sem oração, sem endereço, sem nada.

Devemos orar para que tenhamos outra vez no culto a música realmente sacra, santa, bíblica, espiritual. Cânticos que brotam primeiro como fontes, do coração crente, da experiência vivida e encarnada na vida devocional da cada um de nós – Ef 5:19.

3) - A PALAVRA DE DEUS - “Ouvi, Senhor, a tua Palavra” - A Palavra de Deus abundante, fluente, poderosa, revigorante e renovadora é o grande agente divino para o avivamento.

Hoje a Palavra saiu dos púlpitos da maioria das Igrejas e foi substituída ardilosamente e quase sempre por músicas, festas e outros tipos de apresentações.

Os caps. 8 e 10 de Neemias descrevem um dos maiores avivamentos do A. T.

O avivamento teve início mediante um autêntico retorno à palavra de Deus e um esforço decisivo para a compreensão da sua mensagem (v. 8).

Durante sete dias, seis horas por dia, Esdras leu o livro da lei (vv. 3, 18).

Uma das principais evidências de um avivamento bíblico entre o povo de Deus é a grande fome de ouvir, ler e estudar a palavra do Senhor.

4) - TEMOR DE DEUS - “E temi” - Sem renovação espiritual constante na sua vida, o crente perde aos poucos o repúdio ao pecado, sua sensibilidade espiritual diminui e o temor de Deus também. Isso afeta seriamente as coisas de Deus, os valores espirituais, principalmente a santidade de vida e a retidão no viver cotidiano.

5) - RENOVAÇÃO ESPIRITUAL - “Aviva, ó Senhor, a tua obra” - Precisamente falando, avivar, tem a ver com quem já morreu; reavivar, com quem ainda tem vida.

Vários membros da Igreja de Sardes tinham nome no rol dos vivos, mas estavam mortos, espiritualmente falando (Ap 3.1).

Que é avivar espiritualmente? É uma operação soberana, irresistível e sobrenatural do Espírito Santo na Igreja para trazê-la de volta ao real Cristianismo bíblico, como retratado no livro padrão da Igreja - Atos dos Apóstolos.

Ao avivar e reavivar a Igreja, Deus salva crentes inconversos, liberta os crentes carnais, realiza prodígios e milagres, levanta os caídos, salva multidões, os crentes buscam a vida santificada, os perdidos buscam a salvação e prevalece o espírito de unidade de alma entre os crentes – Jo 6:66-67.

IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Lv 6:13 - Avivamento é o estado constante da Igreja, abrasada pelo glorioso fogo do Espírito Santo.

Na Bíblia, alguns símbolos do fogo são:

(A) – A proteção de Deus – Ne 9:16; Zc 2:5

(B) - A palavra de Deus – Jr 5:14; 23:29

(C) - O Espírito de Deus – Is 4:4; At 2:4

Portanto, o avivamento que devemos buscar é aquele que reacenda o pavio fumegante e torne a Igreja numa grande e gigantesca obra amada por Deus, respeitada por satanás e temida pelos adversários.

Fontes de consulta:
Estudo bíblico “Cinco sinais de um genuíno avivamento” – Prof. Guilherme Vilela Carvalho
Estudo Bíblico “Ambiente para o avivamento” - Ashbell Simonton Rédua
Bíblia de Estudo Vida Nova

Regras de Estudo da Bíblia

Não vamos tratar aqui de regras de interpretação da Bíblia; isso é domínio de Hermenêutica. Trataremos de regras de estudo da Bíblia. Elas nos permitem tirar o máximo proveito espiritual da leitura e estudo das Santas Escrituras. São ora apresentadas, considerando os leitores como crentes salvos e desejosos de aprenderem a verdade contida na revelação divina. Quanto aos descrentes, impertinentes, indiferentes e escarnecedores, só temos a considerar 1Coríntios 2.14 e 2Coríntios 3.16.

Os títulos das regras que vamos dar, se considerarmos isoladamente, não oferecem muito sentido, porém, se considerados após a explanação da matéria que se lhes seguem, ver-se-á que eles ficam bem, resumidos como estão, facilitando, assim, o trabalho da memória.

Qualquer crente no Senhor Jesus Cristo pode estudar a Bíblia, uma vez que satisfaça certas regras de estudo, seja qual for o método utilizado pelo estudante. O estudo bíblico não é reservado a uns poucos favorecidos. Também, para tal, não há qualquer iniciação secreta. Deus nunca tencionou tornar difícil ou inacessível o estudo de sua Palavra, posto que o mesmo nos leva a conhecê-lo cada vez mais. Considere, pois, amado leitor, coisa de capital importância, o estudo sério, sistemático e diuturno das Santas Escrituras. É sumamente compensador em todos os sentidos.

Apresentaremos oito regras ao todo. Umas são criadas por nós, outras não. Tendo sido experimentadas estas regras, podemos garantir que elas funcionam eficazmente onde quer que forem observadas, como vai aqui descrito. Passemos, pois a considerá-las.

Sugestões para um maior aproveitamento na leitura da Palavra


1) A regra do autor 
A primeira regra para o êxito no estudo da Bíblia é conhecer o seu autor. O autor é Deus. Você o conhece? Conhecer, no sentido estrito da palavra, não é apenas ter contato, ser apresentado ou cumprimentado por alguém; é ter intimidade, andar ou conviver, enfim, comungar com este alguém. Perguntamos mais uma vez: você conhece o autor da Bíblia? É Ele o seu Salvador, Senhor e Mestre? Se não conhecemos o autor da Bíblia, estaremos desqualificados para o estudo e compreensão da revelação divina. Sem conhecer o autor tudo é difícil na Bíblia. De fato, a real compreensão da Palavra depende do nosso crescimento espiritual diante do Senhor (Mc 4.33; Jo 16.12 e Hb 5.13-14). Textos sobre a regra do autor: Lc 24.27,45 e At 16.14.

2) A regra da leitura sistemática 
Queremos dizer com isso: leitura seguida e total da Bíblia. Se o irmão não vem lendo a Bíblia de modo seguido e total, não se queixe de não compreendê-la. Como o leitor pensa compreender um livro que nem sequer o leu todo ainda? Não estamos falando, aqui, da leitura bíblica devocional, esta que se faz em nossos momentos a sós com Deus, dedicados exclusivamente à devoção e comunhão especial com Ele. Em se tratando de leitura da Bíblia como tal, dois métodos de estudo bíblico lhe estão afetos: o sintético e o analítico. O método sintético considera cada livro ou a Bíblia inteira como um todo. É por meio de tal método que se vê as divisões naturais de cada livro, bem como o seu desígnio especifico. O estudante da Bíblia deve ler cada livro várias vezes, sem interrupção, afim de se assenhorar de sua síntese. O método sintético não é tão laborioso, porque os livros da Bíblia são todos pequenos; mesmo os maiores podem ser lidos em poucas horas. No método sintético não se faz pausa para estudos prolongados. Faz-se esboços somente. O estudo bíblico, segundo este método, abrange a Bíblia como um todo, e de igual modo cada livro dela, e cada capítulo dentro de cada livro. Tenha você uma hora certa para leitura sistemática da Bíblia. A meditação diária nela é o segredo da vitória (Js 1.8).

O outro método fundamental para o estudo bíblico é o analítico. É o inverso do anterior. Você não irá longe no estudo analítico, se não cuidar antes no método sintético. Na forma analítica dividimos o estudo em partes para uma análise minuciosa, que pode ser de temas variados, inclusive doutrinas, personagens, tipos etc. Não há quem esgote a Bíblia, pois ela é infinita. Quanto mais a estudamos mais nos humilhamos, vendo a nossa pequenez e incapacidade ante a imponência, grandiosidade, profundeza e as riquezas da revelação divina em todos os seus múltiplos aspectos. Este é o nosso testemunho.

A regra de leitura sistemática pode parecer simples, mas é produtiva e surge efeitos maravilhosos. Jamais será vã. Já que estamos tratando da leitura bíblica, é confortante saber que a Bíblia é o único livro cujo autor está sempre presente, quando se o lê. Sim, o autor da Bíblia é onipresente. Textos sobre regra da leitura sistemática: Dt 17.19; Sl 119.130; 1Tm 4.13 e Is 34.16.

3) A regra da oração 
Você não irá muito longe no estudo da Bíblia enquanto não começar aprender a orar. Pedras preciosas podem ser encontradas na superfície da terra. Porém, geralmente, é preciso cavar. A oração evidencia a nossa dependência do Pai Celestial, nossa vontade, fome, amor à verdade e humildade. Orar é falar com Deus, sendo assim um diálogo, não um monólogo. Na oração e meditação diante de Deus, Ele revela as suas grandezas. Temos exemplos na Bíblia. Bastam estas palavras sobre oração, porque a melhor maneira de aprendermos a orar é praticando. Textos sobre a regra da oração: Tg 1.5; Pv 2.3-5; Sl 119.18 e Ef 1.16-17.

4) A regra do Mestre 
O mestre que nos ensina a Palavra de Deus é o Espírito Santo. Não há outro. Se não tivermos o Mestre conosco, nada aprenderemos. Ele é o Santo Espírito revelador (Ef 1.17). Só Ele conhece as coisas profundas de Deus (Rm 8.27). Deixe o Espírito Santo fluir livremente em sua vida e terá o Mestre consigo, para guiá-lo “em toda a verdade” (Jo 16.13). Textos para regra do Mestre: 1Co 2.10-12 e Jo 10.25.

5) A regra da obediência 
Deus não revela a sua verdade aos que são apenas curiosos, sem qualquer propósito de lhe obedecerem, mas aos humildes que se quedam aos seus pés e lhe obedecem por gratidão e amor. A humildade e piedade são virtudes essenciais no estudo das Escrituras (Lc 12.47-48). O espírito da desobediência paira nestes dias por toda a parte: nos meios domésticos, eclesiásticos, estudantis, etc. A obediência à verdade divina, revelada nas Escrituras, é um fato de progresso para o seu conhecimento. A desobediência contumaz à Deus, à sua vontade, suas leis, fecha a porta às suas bênçãos. Textos sobre a regra da obediência: Ed 7.10; Jo 7.17-18 e Sl 25.14.

6) A regra da fé 
A Bíblia é aceita primeiro pela fé e depois pela razão. Noutras palavras: a revelação divina transcende os limites intelectuais do homem. Por exemplo: o fato de a criação do universo (confronte Gn 1.1 com Hb 11.3). Se o leitor não aceitar, pela fé, a autoridade das Santas Escrituras neste e em inúmeros outros passos bíblicos semelhantes, está desqualificado para compreender a verdade divina. É preciso que o leitor tenha a Bíblia como a autoridade final, infalível e perfeita nos assuntos por ela tratados.

Deus declara um fato e você cuida em crer nisso, porque Ele não se inclinará, para satisfazer a sua curiosidade, ou por outra, para revelar coisas que você não pode comportar, ou para as quais você e eu não estamos preparados. Textos sobre a regra da fé: Lc 24.25; 2Pd 1.21 e 2Tm 3.16-17.

7) A regra do crescimento espiritual 
Nunca pare de crescer no sentido espiritual. O conhecimento das coisas de Deus vem de acordo com a nossa capacidade de recebê-lo, contê-lo, e assimilá-lo. O crescimento espiritual vem, em parte, pela obediência a verdade revelada. Privilégios implicam responsabilidade. Somos responsáveis pela verdade a nós revelada. Paulo não pôde ensinar verdades bíblicas mais profundas aos crentes de Corinto, porque os mesmos não queriam deixar de ser “crianças” (1Co 3.1).

Em Marcos 4.33, Jesus ensinou aos seus, conforme a capacidade dos mesmos em receberem o seu ensino. É o que vemos também em Hebreus 5.13-14; a falta do crescimento espiritual é um entrave no conhecimento das coisas divinas. Os textos sobre a regra do crescimento espiritual são os mesmos da regra anterior. 

8) A regra dos meios auxiliares 
Esses meios auxiliares são três, os quais provêem material de estudo, consulta e referência. O texto de 2Timóteo 4.13 nos leva para o campo das fontes de consulta. Aí, se fala de livros. Por certo, os da Bíblia e outros que o apóstolo possuía.

A) Livros
 Há livros bons (2Tm 4.13). Há muito mais livros maus, perniciosos, venenosos como os de Atos 19.19. Resista também à tentação de levar mais tempo com os livros do que com a Bíblia. Quem fica todo o tempo só com os livros, torna-se um teórico e autêntico refletor de seus autores.

Aqui está uma sugestão de alguns livros que o estudante da Bíblia deve possuir:

•Uma boa e atualizada versão da Bíblia;
• Demais versões em vernáculo, para estudo comparativo; Uma boa Concordância e um Atlas Bíblico;
• Um Manual de Síntese Bíblica ou Chave Bíblica;
• Um Dicionário Bíblico de confiança;
• Um bom dicionário da língua portuguesa;
• Um Manual de Doutrinas Fundamentais (Teologia Sistemática);
• Um ou mais comentários gerais sobre a Bíblia (busque conselho do seu pastor quanto à indicação destes).

B)Apontamentos individuais.
 Esses podem ser de três maneiras:
• Apontamentos de estudos individuais;
• Apontamentos de estudos ouvidos;
• Apontamentos de estudos lidos; A memória falha com o tempo. O melhor é tomar notas. Isso não significa perder a confiança na operação do Espírito Santo. Se fosse assim, não seria preciso Deus ter-nos provido a Bíblia em forma escrita. Habitue-se a tomar notas de seus estudos individuais, distribuindo-os por assuntos previamente escolhidos. Se você tem livros, organize um índice analítico de assuntos, o qual poderá prestar bons serviços na elaboração de seus estudos. Apontamentos enriquecem o cabedal de conhecimentos do estudante da Bíblia. A “memória” do apontamento feito nunca falha, se feita e conservada de modo organizado.

Pr. Antonio Gilberto